4/10/2017

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2/26/2017

CONGRESSO INTERNACIONAL ONLINE DE KARATE


8/06/2016

TRADUÇÃO DO ARTIGO DA "KARATE" AQUI DEIXADO...

A pedido de vários que já não entendem francês, a tradução da entrevista do Sensei Morio Higaonna aqui deixada.

UM GRANDE MESTRE DE GOJU-RYU, 7º DAN. MORIO HIGAONNA INSTRUTOR-CHEFE DO GOJU-RYU NO JAPÃO
 Morio Higaonna começou a estudar Karate aos 14 anos sob instruções do seu pai, polícia em Okinawa. Continuou depois os seus treinos na escola secundária e depois na escola superior comercial de Naha. Karatekas de diferentes estilos aí se encontravam e praticavam em conjunto o “Shorin-ryu” (antepassado do Shotokan) e o Goju-ryu.
Seduzido pela potência que emanava do Goju-ryu obtém rapidamente uma carta de recomendação que lhe permitiria continuar o seu estudo. Descobriu novos katas e encontrou nos exercícios respiratórios um interesse suplementar e uma nova motivação para a prática de Goju-ryu.
Nessa época o Sempai (senior) que dirigia o treino de Higaonna ensinou-lhe que antes da guerra o Sensei Chojun MIyagi, fundador do goju-ryu ensinara nessa escola.
Os karatecas provinham dos dois principais sistemas (Shoriu e Goju) e treinavam em conjunto. Os treinos eram pois muito interessantes: encontros inter-escolas realizavam-se frequentemente complementando os treinos. Os combatentes praticavam, então, um Karate de contacto muito duro. Todavia, nenhum ponto era atribuído, apenas contava o KO, chudan. O karateka mais forte do clube era então nomeado capitão do dojo, título ambicionado que se partilhava pelos karatekas dos dois estilos. Ora era um de Shorin-ryu, ora era um de Goju-ryu.
Aos 17 anos de idade, Higaonna foi convidado para treinar sob direcção do Sensei Miyazato, num dojo localizado na casa de Chojun Miyagi. O treino tinha lugar na maior parte do tempo no jardim do defunto, arranjado com diversos tipos de makiwaras e com diferentes pesos para os exercícios de musculação: fundamentalmente chi’shi (halteres curtos de pedra).
Ai quinze alunos treinavam todos os dias, excepto ao Domingo. Durante esse período o jovem Higaonna treinava de oito a dez horas por dia!!! Retrospectivamente Higaonna admite que um treino desse tipo era demasiado duro. Ele foi mesmo vítima de falhas físicas graves. Todas as manhãs em consagradas ao ki-hon (treino de base), seguido do treino de makiwara, depois o treino terminava com um longo “footing” destinado a desenvolver a endurance e a resistência. Das 15h30 às 19h novo treino no dojo da escola superior. Após um breve descanso o treino era retomado na casa de Miyuji [lapso de impressão, é, obviamente, a casa de Miyagi] para uma nova sessão de três horas: os kata eram particularmente importantes. O Sensei Miyazato ordenava que cada karateka realizasse mais de mil vezes cada passagem que representasse uma dificuldade. O treino terminava com yakusoku kumite (combate pré-determinado) e de fyu [lapso de impressão, é, obviamente, jyu] kumite (combate livre) a partir da posição de shizentai (postura natural) destinado a desenvolver os reflexos. O treino terminava com um exercício específico do Goju-ryu designado kakete no qual cada praticante deve bloquear, com o ângulo formado pelo punho e mão qualquer ataque. Esse exercício era considerado como o melhor para desenvolver vigor e força nas técnicas destinadas a agarrar.
É durante esta passagem pela escola superior, que Higaonna começa a estudar o kobujutsu de Okinawa sob direcção de Sensei Kasahara. Após conclusão dos seus estudos comerciais, recebeu o seu diploma, Higaonna entre num banco em Haha [lapso de impressão, é, obviamente, Naha]. Após um ano deixou o banco e decidiu consagrar-se totalmente ao Karate.
Técnica e cortesia
Na mesma época o Sensei Miyazato abriu um novo dojo de Goju-ryu [refere-se, evidentemente, ao Jundokan, inaugurado em 1957] onde experimentou uma armadura destinada a atenuar os golpes e a permitir aos alunos poder treinar com a máxima força e sem perigo. A experiência fracassou, uma vez que alunos de diferentes níveis treinavam em conjunto. Miyazato decidiu introduzir no Goju-ryu um sistema de graduações que antes não existia, uma vez que antes não graduara ninguém.
Por vezes um instrutor de outro estilo visitava o dojo. Nessas ocasiões a atmosfera não era particularmente amigável, devido às dissensões causadas pela rivalidade criada entre professores.
Indiferentes a esse clima os alunos treinavam frequentemente juntos, partilhando técnicas.
Em 1959, Higaonna obteve o seu exame de San Dan (3º grau), deixando Okinawa indo para o Japão. Entra em Takushoku Dai gaku (universidade) em 1960. Sai alguns anos mais tarde munido da sua licenciatura em “import-export”.
Durante os seus estudos, treina-se em Yoyogi, um bairro de Tóquio, no dojo do Mestre Aragaki que ensinava o estilo Shoriu ryu. Aragaki reparou no jovem de Okinawa e pediu-lhe que ensinasse Goju-ryu. Higaonna partilhava a semana em duas: dava aulas às quintas, sextas e sábados e menos de dois meses depois setecentos alunos frequentavam as suas aulas. Tornava-se no Sensei Higaonna. Paralelamente aos seus treinos, continuou os seus estudos de kobudo sob direcção de Sensei Taira Shiuken [lapso de impressão, é, obviamente, Shinken], em perito em kobudo de Okinawa.
Higaonna começa igualmente a ensinar em numerosos dojos, incluindo uma secção na Universidade de Takushuki – esta última famosa pela formação de excelentes karatecas do estilo Shotokan. O jovem de Okinawa conseguia impor-se graças ao seu elevado nível técnico e à sua cortesia. Criou excelentes relações entre os professores de outros estilos e os praticantes de Goju-ryu. Higaonna começa, igualmente, a ensinar estudantes estrangeiros que são sempre muito bem recebidos no seu dojo.
Higaonna concede muita importância ao equilíbrio humano. Segundo ele o treino deve ser dividido entre técnicas duras e suaves, lentas e rápidas, com o propósito de estabelecer a harmonia a cada aspecto do individuo. Concede igualmente um lugar de importância ao ki-hon. Frequentemente cada técnica é repetida mil vezes ou mais. Os katas são igualmente muito importantes. “Da mestria das técnicas de um kata, fluí a facilidade e segurança no kumite”. Esta máxima grava-se no coração do jovem mestre. Basta vê-lo na demonstração do seu kata favorito “suparumpai” [lapso de impressão, é, obviamente, suparinpei] que efectua contra quatro adversários, para o percebermos.
Todavia não dissocia kumite de kata. O Karate é um todo que se deve descobrir progressivamente. Os professores de Okinawa opõem-se geralmente ao Karate de competição. Higaonna pensa que é uma etapa na progressão e que deve ser cada um a determinar a importância a conceder-lhe. Todavia, afirma, deve evitar-se cair na armadilha de um Karate “standartizado”, com eixo fundamentalmente em técnicas pontuantes, uma vez que o verdadeiro Karate não se confina a uns poucos movimentos.
Uma força extraordinária
A sua longa prática de chi shi e de halteres conferiu-lhe uma força extraordinária nas técnicas destinadas a agarrar e prender. E quando agarra um adversário na garganta, não é necessário a este possuir uma grande imaginação para perceber os danos que causaria tal ataque em combate real. Higaonna pensa que os peritos dos diversos estilos em vez de se envolverem em querelas inúteis deviriam trabalhar em conjunto para progresso do Karate. Lembrando-se da vida do Mestre Migaji [lapso de impressão, é, obviamente, Miyagi], Higaonna tenta aplicar os princípios deste. Jamais fumou ou bebeu álcool e continua a treinar todos os dias. Todos os anos regressa a Okinawa para treinar com o seu mestre e os seus companheiros. Quando lhe perguntei a sua definição de Karate, respondeu-me:
- É o estudo das relações humanas.
Se os professores de Karate são legiões, os verdadeiros mestres são raros. Higaonna é um deles.

Gérard Finot
(Karate, nº 21, Maio de 1976, pp. 36-39)

8/03/2016

1997 EIICHI MIYAZATO INTERVIEW

At a time when those who owe him all, since they were all his students, and who inherited the association he founded, accept - and negotiate – the serious changes made to the history of Goju-ryu. I leave here the Grandmaster Eiichi Miyazato 1997 interview, never denied by those referred there. History should serve to teach and guide and not to support personal interests.




 

1/13/2016

CHOJUN MIYAGI AND SHODO

There are aspects in the personal lives of personalities associated with a particular area, which often escape us and tend to disappear from the studies about them.
 
Chojun Miyagi is a great Karate master and the acclaimed founder of Goju-ryu style, therefore it will not be surprising, that almost all of the studies will be limited to this issues. Nothing more natural and normal since this is the area wherein distinguished.

Anyone should be able to find dozens of studies on the founder of Goju-ryu, in that particular area, but will some achieve to find studies on other aspects of Master's life?

Many will say that this might be irrelevant, since it is not the core of his activities, but irrelevance is something inexistent for any historian in search of view of man as a whole.

How was the man Miyagi, which private habits did he possessed? What did he liked? We know, by some scarce references that was an avid reader, an attentive and caring father, an educated and respected person and, as a matter of fact, very little else.

The aim of this brief paper is to trace in Chojun Miyagi’s life one of its passions. As indeed as in his Karate, the Master pursued a search for perfection in the art of Japanese calligraphy: Shodō (書道), literally “the writing path”.

As an attentive educator to his kids we can trace on his daughter Thuruko Miyagi, interview on March 30, 1978, a double concern with organization and shodo. Thuruko recalls, “He got angry when I did not put my books on the shelves correctly. When I knew not read Kanji (Chinese character), I put hiragana (Japanese alphabet) along the Kanji. He was angry that I cannot even memorize the Kanji”.  So we can clearly see the importance the Master give to writing kanji, something considered vital to one’s education.

Although we do not have many examples of Master’s writing we can see them on the cover of his first essay, Karatedo Gaisetsu (唐手道概説/1934), written still with the Tang character, perfectly and carefully done.

It is without surprise that in order to pursue the path of writing perfection he studied shodō with his Sensei Yamashiro Tadashi, a renowned calligraphy master, someone we can inferred was very closed to him, since we can trace him in two photos taken with the master’s in Japan mainland during the 30’s.

To have a shodō Sensei clearly attests he wanted to surpass in skills and deep understanding the writing skills any Japanese boy (I know Okinawans do not consider themselves properly Japanese, but they legally were by then) could get at school. Chojun Miyagi was a grown men by then and he could only had one objective: excellence and mastery in the art. Chojun Miyagi was a true perfectionist in any aspect of his life. Shodō was no exception.

A third and important connection with shodō can still be traceable.  Hōhitsu Gushimiyagi (1892 – 1966), a young fellow pupil of Miyagi under Kanryo Higaonna, latter studied Karate from Miyagi (for a length we could not trace), while studying japanese calligraphy in depth and gathering know disciples on the art.
 

Nevertheless he was Miyagi’s friend for life. It is know that after the war he regularly visited Master Miyagi at his home in Tsuboya. The two were so closed that he nicknamed Miyagi his “big brother pine tree”. It is know they chattered for long hours, like good friends they were, about martial arts, classical music (they both were fond of) and a variety of other things, among them the shared passion for calligraphy. It is recorded that Master Miyagi one day asked Gushimiyagi to tell a story about calligraphy, he explained that

When writing a straight horizontal line with a brush in calligraphy, you don't just write a straight line. You write it while breathing from the tanden with a breathing method which is similar to that of Sanchin. It is also not merely that simple, but you write with brush, breathing, and mind in harmony”.
 
Clearly we can understand that Gushimiyagi apart from being a skilled calligrapher was also a skilled karateka that could clearly understand that the way () of the brush and the fist are one and the same. And that was also the path Master Miyagi pursued all his life.

 
(With deep gratitude to Andreas Quast. It was one translation he send me that raised the idea of this paper).

References

Morio Higaonna Morio and Tooru Kadekaru. “Gushimiyagi Hōhitsu 𤘩宮城芳弼 (1892 – 1966)”. In: Shigeru Takamiyagi, Katsuhiko Shinzato and Masahiro Nakamoto. 2008. Okinawa Karate Kobudō Jiten. Tokyo: Kashiwa Shobō, 2008, p. 426

Thuruko Miyagi (Yasuko Kojiro). 1978. The memory of my father, Chojun Miyagi (Interview). March 30, 53rd year of Showa (1978). http://www.hgweb.nl/isshinryu/history/miyagi.htm

7/01/2015

GRATO A HANSHI PATRICK McCARTHY

Que amavelmente publicita o livro publicado com o amigo Eduardo Lopes.